terça-feira, 9 de setembro de 2008

Brothers in cars!

O carro é um bem desejado por todos, muito mais que uma casa. Primeiro, porque é mais barato, segundo porque você pode pernoitar num carro, mas não pode ir ao cinema com sua casa.

O brasileiro, em especial, ama carros. Cuida como se fosse da família, inventa apelidos, mima. Logo é um bem onde a compra é muto emocional.

Um cara escolhe o carro a sua semelhança, e ele (o carro) ou potencializa você, ou te completa. É algo ligado à sua personalidade, por isso é comum, e quem tem ou teve um carro já deve ter percebido, que o fato de possuir um carro cria uma intimidade um tanto quanto perturbadora pelas ruas.

Preste bem atenção: você está com seu carro no sinal e pára um carro igual do seu lado. Você invariavelmente olha pra ver quem está dentro, quem é aquele ser que compartilha os mesmo traços de personalidade, o mesmo gosto automotivo, e os mesmo anseios e dúvidas que você. Vocês se olham daquele jeito cúmplice, naquela troca de olhares reveladores, que mesmo que seja por uma fração de segundos já consegue transmitir coisas do tipo:

- É valente esse nosso Corcelão, hã?

- Muito, valentia é A palavra!

E então você arranca deixando pra trás aquele cara, a quem você confiaria seus filhos em um dilúvio já que ele é quase seu irmão, um irmão de carro.

3 comentários:

Germano Jaeschke Schneider disse...

Assim como o ser humano não pode viver sem água, acredito que o processo evolutivo atual inviabilize a vida sem automóveis.

Mas que realmente é estranha a intimidade que o homem desenvolve com seus automóveis, isso é verdade...

Marcus Vinícius disse...

Mas pior que é, o cara se apega muito ao carro e depois que se acostuma a viver com ele é extremamente foda ficar sem.

E o ritual de lavar um carro, passar cera, silicone, limpa-vidros e dar aquela olhada na máquina depois, com aquela satisfação... que maravilha.

Bruna disse...

Não posso comentar muito porque.. bem.. eu nunca tive carro.
Mas eu nunca tive essa experiência com a bicicleta.
Ah, acho que eu prefiro a casa. Não posso ir ao cinema com ela, mas posso trazer o cinema pra dentro de casa! RÁ!